sábado, 2 de agosto de 2014

"Super mulher? Ora essa! Mulher Super Cansada isso sim."

Com o advento do feminismo, da integração da mulher no mercado de trabalho e da não mudança de estrutura na família, hoje a mulher ainda que se considere super e que no meio disso tudo ainda realize e concretize tudo  calçada com um lindo par de sapatos de salto alto não fica nada a dever as bucólicas senhoras de alguém que se casavam para terem garantido o sustento e protecção e limitavam-se a cumprir a missão que eram educadas a executar, que era procriar e cuidar do lar e da família.

E nada ficam a dever pelo simpes motivo de que por mais direitos e liberdade social, profissional, política e religiosa a mulher tenha ganho e ainda esteja a conquistar o facto é que a essência da senhora de alguém não mudou. Ali continua ela a olhar pela sua prole e pelo seu companheiro abnegadamente.

Para que a mulher contemporanea consiga ser tudo aquilo que ela própria e a sociedade espera dela, tem que se desfazer em mil e fazer muito jogo de cintura e no final das contas nada fica como realmente gostaria que fosse. O grau de perfeccionismo que ela exige a si mesma para integrar esse mundo de homens não é nem de longe o grau tido pelo seu semelhante masculino em relação as questões voltadas para o lar ou ambiente doméstico e família.

Enquanto que nas últimas décadas a maioria das mulheres estão a ser cada vez mais independentes, pró-activas e donas de si os homens nas sua maioria continuam ancorados em séculos passados em que os papeis muito definidos e de obrigação de cada género ainda vigoram.

Por isso mesmo é que a super mulher moderna é a mulher super cansada, stressada e angustiada dos dias de hoje que canaliza todos esses sentimentos e emoções para o consumo excessivo e a busca de um ideal de beleza e de vida completamente intangível.

Igual que ao homem ela estuda, aprende a socializar-se, desenvolve uma profissão e carreira, casa-se e tem filhos. Mas a diferença dele, ela ou tem que escolher entre a carreira por um lado e a maternidade e família por outro.
As mais bravas e corajosas com a antevisão de ficarem a perder ou a dever-se a si mesmas desmancham-se em mil para até enquanto a energia e disposição durarem, gerirem em simultâneo profissão, carreira, vida social, lar, crianças e marido. Uffa. Humanamente impossível, alguma coisa acaba por escorrer pelos dedos ou a mulher acaba por dar em louca.

Para deixar as coisas mais complexas qualquer uma das escolhas feitas abdicando outra possível escolha, torna a mulher alvo de incompreensão, repreensão e crítica generalizada. Ela é egoísta se escolher a profissão e a carreira ou é antiquada e sem noção dos seus como mulher.


Concluindo é preciso a própria mulher decidir por que caminhos seguir, deixar de querer ser super a todo custo ou não haverá cosmético algum que a ajude a recuperar a lividez e a frescura. Se a escolha for a família a carreira nunca será  a 100% se for a carreira a família nunca ficará em primeiro plano. No fundo a escolha é dela. Mas não há pressa, porque amanhã ainda é outro dia.

Redacção e Locução de Mel Gambôa

Crónica emitida na Luanda Antena Comercial - LAC
Programa "Amanhã é outro dia"de Paulo Araújo

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