terça-feira, 27 de outubro de 2015

Os maiores causadores de stress...

Os maiores causadores de stress, são a malta que adora dar "calmantes" (mentirinhas  ditas inocentes para prolongar impunemente a espera), mas testa-lhes a paciência dando-lhes do mesmo e passam-se completamente.

É comum no nosso meio social algumas pessoas fazerem compromissos impossíveis. Pedir empréstimos, prestar serviços e fazer combinas com tempos limites irreais e carentes de qualquer reflexão.

Pessoas há que se comprometem em devolver o dinheiro ao amigo que emprestou, em menos tempo do que são realmente capazes de o fazer. Imprevistos acontecem, sim, mas então porquê que deixam de atender o telefone, porquê que não dão uma satisfação, porque que não renegoceiam o plano?

Dá assim tanto trabalho apelar a compreensão alheia? Na hora de pedir, a magnitude da humildade, simpatia e apelo da empatia são incomensuráveis, porquê que não acontece o mesmo na hora da cobrança?

Esse tipo de pessoas só querem saber de si, achando que dar “um calmante” é a solução mais correta, que apazigua ânimos por tão pouco tempo, que depois quem perde a paciência é que tem o azar de perder a razão. Há gente que não tem o mínimo respeito pela emoção alheia.

Amanhã mesmo, daqui a poucas horas sem falta, só mais dois dias e pronto!! É, depois os outros é que são tachados de incompreensivos, mesquinhos, gananciosos... Era bem bom ouvir esses comentários na hora em que o dinheiro ou qualquer outra coisa lhes é colocado em mão.

O mais engraçado é que os especialistas em calmantes são os mais intransigentes, menos generosos e mais violentos...esses são capazes de ultrapassar os limites da razão e do bom senso e com eles é bom que se lhes dê razão, porque até parece que são os únicos que têm filhos, os únicos que têm família e os únicos que têm problemas a resolver. Bem que merecem um “calmante”!

Contudo com calmantes ou sem eles o que se esperaria em todos os casos é um pingo de dignidade, de seriedade e senso de compromisso.

Alpranzolam, Lorazepam, Midazolan, Diazepam, Xanax, uma infinidade deles, mas o calmante que se insiste em oferecer é aquele que deixa qualquer um passado dos carretos, a esbrafejar e a deitar fumo pelas ventas, aquele calmante que deixa o credor irritado, transtornado, com lágrimas de raiva a verterem dos olhos, uff, não há descrição possível. Amanhã mesmo, daqui a poucas horas sem falta, só mais dois dias e pronto – a mãe sapiência ataca de novo e assim que nem io-io se vai vivendo até ao limite que cada um consegue aguentar.

Com isso tudo, porque não tomar realmente um calmante? Que amanhã ainda é outro dia.


Redação e Locução de Mel Gambôa para o programa "Amanhã é Outro Dia" de Paulo Araújo na LAC - Luanda Antena Comercial 95.5 FM

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