terça-feira, 27 de outubro de 2015

Sobre viciados em drogas.

Sobre os viciados em drogas e a crença de que está sempre tudo bem.

Existem um pouco por todo mundo grandes, médios e pequenos consumidores de drogas.

Aparentemente e sob o seu ponto de vista, quem não consome e os critica, está errado e confuso sobre o quanto a droga pode ser entre aspas “saudável” e/ou benéfica para quem a consome.

Infelizmente essas pessoas não percebem que nenhum tipo de dependência é boa e que se chegada a altura não colocarem um ponto final no seu comportamento afundam-se e levam junto quem está com eles.

Alguns aparentemente se tocam, isto é, tomam consciência do seu erro e do quanto se estão a prejudicar a si próprios, mas ao mesmo tempo negam que os outros possam sequer ter algum sentimento negativo relativamente a atitude deles em si, porque o problema é deles e somente deles e o pior é que não largam quem já não os quer, ou culpam-nos pelas suas desgraças e tristezas.

Enfim, uma oda sem fim de lamúrias e lamentos que se vêm sem solução.

As soluções extremas e radicais são vistas com desprezo e desgosto, ninguém quer saber, ninguém se quer envolver e a culpa será sempre do mexilhão. A culpa será sempre daquela alma que por caridade ou não, irá querer colocar um fim a autodestruição de determinado consumidor. E tal como o adicto, quem não quer saber, prefere achar que está tudo bem.

Está tudo bem porque estão relaxados, alegres e inspirados. Como se alegria não fosse resultado das boas escolhas na vida e da forma de vivê-la. Querem tudo comprado ao pacote e não se importam estes entes de se prejudicam o familiar, o parceiro, o colega, o amigo... o que importa é que está tudo bem e a vida é sua portanto fazem dela o que bem entenderem.

Daí se reforça a crença de que está tudo bem, independentemente do mau uso do livre arbítrio, o facto de se escolher, ainda que mal, o que se faz com o próprio corpo ainda que isso contribua para um momento relativamente feliz de tão efémero e falso que é, parece que nem a ressaca, nem a fadiga em excesso, nem a inabilidade de fazer o que seja sem os elementos, entre aspas “apropriados” nem isso os faz perceber de imediato que não, que não está tudo bem.

São precisos litros de lágrimas ou de perdas ou de discussões. São precisas intervenções angustiantes, pedidos suplicantes e uma série de ações que na maioria das vezes são más, são más porque, como pode ser mau o que para uns é considerado bom?


Redação e Locução de Mel Gambôa para o programa "Amanhã é Outro Dia" de Paulo Araújo na LAC - Luanda Antena Comercial 95.5 FM

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