sábado, 29 de julho de 2017

Sobre o mito do amor materno

<<O amor materno não constitui um sentimento inerente à condição de mulher, ele não é um determinismo, mas algo que se adquire. Tal como o vemos hoje, é produto da evolução social desde princípios do século XIX, já que, como o exame dos dados históricos mostra, nos séculos XVII e XVIII o próprio conceito do amor da mãe aos filhos era outro: as crianças eram normalmente entregues, desde tenra idade, às amas, para que as criassem, e só voltavam ao lar depois dos cinco anos. Dessa maneira, como todos os sentimentos humanos, ele varia de acordo com as flutuações sócioeconômicas da história. São essas as conclusões a que chega Elisabeth Badinter neste seu controvertido estudo, que vendeu, quando de seu lançamento na França, mais de meio milhão de exemplares.>> Ler o livro "Um amor conquistado - Mito do amor materno"
Conclusões:
- Mito do amor materno é forçado por homens e cada vez mais fico com a impressão que é para ele homens, não se sentirem na obrigação de mudar as fraldas de cocó e sacrificar a própria vida para criar os filhos então empurram na mãe e dizem "você que pariu", fazendo-se valer da culpa, uma ferramenta utilizada para garantir que a humana fêmea performe o papel de género mulher sem correr o risco de ser agredida...o pior é que infelizmente a maternidade compulsória não é forçada somente nas que têm os filhos mas também em outras mulheres com a outra justificação ridícula de "instinto materno" uma suposta resposta biológica de quem nasceu com útero para cuidar a força e ser forçada a assumir responsabilidade a todo custo de pais ou familiares idosos, irmãos mais novos, sobrinhos ou filhos das amigas ou de estranhos...
- Mito de amor materno também é forçado por mulheres que têm uma experiência particular e favorável a maternidade ou por aquelas que sofrem de dissonância cognitiva em relação a analise realista vs imaginária da sua vida como mães e é também uma estratégia tipicamente humana de um grupo de pessoas se sentir superior a outra, reforçada pela ideologia patriarcal do que é ser mulher e de que quem não cumpre os requisitos ou as normas machistas que definem "ser mulher" como papel de género, e então quem não cumpre com esses requisitos passa a ser alvo de ataques, assassinato de caracter e inclusive diabolização da sua existência tudo para criar culpa e resignação a um papel imposto só por se ter nascido com vagina. Só que ninguém escolhe nascer com determinado genital, portanto parem.

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