quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O problema da psicodelia colectiva da identidade de género

O problema da psicodelia colectiva da identidade de género é que:

1. Masculinistas pretendem manter a sua visão de cérebro e psique masculinas e femininas para não admitir que a única diferença entre seres humanos é o seu aparelho reprodutor e que humanxs macho e fêmea são construídos socialmente homem e mulher respectivamente e por esse motivo constrangidos a papeis e performances de género como forma de adequação social estabelecidas cultural e religiosamente e reforçadas pelo Estado, em que se define homem como superior e mulher como inferior e de onde resultam todos os abusos e opressões estruturais contra a humana fêmea desde o controle, exploração e violência do seu corpo, sexualidade e reprodutividade, assim como limitação da sua autonomia e emancipação social, política, económica e cultural.

2. Transsexuais em particular muitos homens que se dizem mulheres, pretendem ter a sua disforia do género aceite pelo status quo masculino. Independentemente dos seus argumentos que nunca são coerentes, e que nunca seguem um raciocínio de argumentação lógica e verificável com a realidade tangível, toda a construção social de se ser homem ou se ser mulher é feita com base em estereótipos violentos e abusivos em que quem nasce com vagina lhe é imposta a feminilidade estética como signos de identificação do sexo de nascimento e a qual (feminilidade) se lhe dá o significado de inferior a masculinidade e tantos outros adjectivos opostos a esta masculinidade tais como: delicadeza, modéstia, bondade, silêncio, obediência, empatia, cuidado, pureza, vergonha, culpa. maternidade, relacionamentos, sensibilidade, emotividade, histeria, acolhimento... que por serem forçados e negarem adjectivos antagônicos, desumanizam totalmente a quem lhe é imposto tal comportamento. Daí que transexuais sofrem misoginia por performarem feminilidade através de signos como roupas, adereços e trejeitos, pois outros comportamentos exigidos a quem lhe é IMPOSTA a feminilidade desde a nascença, a eles não lhes interessa.

3. Mulheres (feministas ou não) que são pró transativismo, não questionam a sua feminilidade e se agarram a ela como única forma possível e tangível de existirem como pessoas. Dado que o feminismo ao longo da sua prática requer questionamento ou com o tempo se dizer feminista se esvazia de significado. Daí que para não questionar exactamente aquele papel que impõe na humana fêmea a sua própria opressão, mulheres pró transativismo, sustentam a feminilidade que não querem questionar, através de quem com ela fetichiza e de forma patológica e que de modo coercivo a quer manter, alimentando então processos de histeria colectiva onde se vê unicamente reforçada a rivalidade feminina e onde a performance e a dissonância cognitiva são aplaudidas enquanto se mantêm silenciados os debates que questionam profundamente as correntes da fêmea humana tais como: socialização feminina, feminilidade, papel feminino vs papel masculino, inferiorização institucional, criminalização do domínio e direitos sobre o próprio corpo, sexualidade e reprodutividade, exploração sexual e do trabalho doméstico, etc. Caso para citar Simone de Beauvoir "o opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos"

Conclusão: as feministas e/ou abolicionistas do género que nos importamos mais com o fim total dos abusos e do desmantelamento estrutural desses abusos e formas de poder absolutista e exploração que começam desde uma cultura e religiões abusivas e que cimentam a ideia da inferioridade da fêmea humana, passando pelo Estado e políticas que fazem da mulher uma cidadã de segunda e finalizando pelo capitalismo selvagem, corporativismo e industrias: da moda, pornográfica, farmacêutica, médica, estética e hospitalar que capitalizam com corpos femininos, seja de quem nasceu com vagina como quem sofre de disforia do género.

Desde que o tempo é tempo já fomos queimadas acusadas de bruxaria, punidas como feministas ou "odiadoras de homens", "devoradoras de bebés" e "nazistas" e agora que as duas primeiras formas de constrangimento e mote de perseguição se diluíram e até foram mercantilizadas, o novo nome é transfóbicas, só a diferença de bruxa e feministas, transfobia não existe como tal, é só mais uma forma misógina para: punir, deslegitimar, marginalizar, constranger e se possível incentivar o linchamento de quem resiste. Mas resistência é isso mesmo. E como sempre temos e teremos razão. É só uma questão de tempo.

#resistênciafeminista #aboliçãodogénero #fêmeahumana #morteaopatriarcado

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